sábado, 16 de agosto de 2014

Chile declara que OVNIs / UFOs não apresentam perigo para aeronaves.

O departamento da aviação civil do governo chileno recentemente se reuniu para discutir a respeito da possibilidade dos OVNIs oferecerem perigo para suas operações aéreas militares.  Após exame de seus casos registrados de OVNIs, e com o auxílio de sua organização oficial de investigação do fenômeno, eles decidiram que a ameaça não existe.
Diferentemente dos Estados Unidos, e muitos outros países ocidentais, o Chile leva o fenômeno dos OVNIs a sério.  Eles possuem sua própria agência de investigação do fenômeno, chamada de Comitê para os Estudos de Fenômenos Aéreos Anômalos (CEFAA).  O Comitê faz parte do Departamento Ministerial da Aeronáutica Civil.  A CEFAA também trabalha em conjunto com a Força Aérea Chilena.
Leslie Kean with CEFAA staff: (from left) Gustavo Rodriguez, General Ricardo Bermúdez, Leslie Kean, Jose Lay. (Credit: DGAC)

Leslie Kean com membros da CEFAA (a partir da esquerda): Gustavo Rodriguez, General Ricardo Bermúdez, Leslie Kean, Jose Lay. (Credito: DGAC)
A escritora e jornalista estadunidense, Leslie Kean, tem mantido contato com a CEFAA e disse que teve uma reunião com membros do Comitê em 31 de julho passado.  A reunião foi organizada pelo diretor da CEFAA, General Ricardo Bermúdez.  Ele convidou dezenove peritos de diferentes áreas para discutirem a questão da segurança aérea militar em relação aos OVNIs.  O grupo esteve reunido por três horas.
Kean diz que o grupo já tinha determinado que os OVNIs fazem parte de um fenômeno real que requer um estudo sério.  O grupo é constituído por cientistas e especialistas da Direção Geral da Aeronáutica Chilena (DGAC).  Ela escreveu:
Entre os especialistas da DGAC estavam o diretor do Observatório Meteorológico, o chefe das Operações de Radar do Centro Metropolitano, o diretor de Investigações de Acidente, o chefe de operações da DGAC, o diretor de Operações de Segurança de Aeroportos, bem como um engenheiro espacial.
Representantes de diferentes braços das forças armadas e da corporação policial também estavam presentes.  Todos eles, inclusive o comandante da marinha, o qual é encarregado da segurança de voo para a aviação da marinha, são também pilotos, ou foram no passado.  Bermúdez também foi piloto.
Members of CEFAA and the DGAC meet with other experts to discuss the threat UFOs pose to military air safety. (Credit: DGAC)
Membros da CEFAA e DGAC se reúnem com outros especialistas para a discussão da ameaça que os OVNIs apresentam para as operações aéreas militares. (Credito: DGAC)
Kean realçou algumas das discussões que levaram à decisão final.  O chefe de operações da DGAC apontou que as evidências mostram que o fenômeno aéreo não identificado (FAN), outro termo utilizado para OVNIs, demonstram um “comportamento inteligente” e, como tal, se torna importante a descoberta da natureza das intenções deste fenômeno.
Ele disse, “Inteligência é o que importa.  Se for assim, devemos perguntar: isso tem mostrado hostilidade ou executado abertamente manobras ameaçadoras?  Isso atacou nossas aeronaves?  Até hoje, não parece ser o caso.  Não podemos possivelmente chamar isso de ameaça a algo ou alguém se não tiver mostrado qualquer intenção aberta de dano“.
O capitão da marinha, Roberto Borè, concordou dizendo: “Além de qualquer distração natural às tripulações de voo, os riscos até agora têm sido inexistentes.  Não podemos chamar o FAN de um risco para nossas operações, nem mesmo um risco pequeno”.
O chefe de controle de radar, Maurício Blanco, também concorda, mas realça a necessidade de avaliação científica sobre o risco.  Blanco disse ao grupo, “Na aeronáutica, temos que mensurar o risco cientificamente e temos todas as ferramentas para tal.  Temos que estabelecer uma ‘matriz de risco’, considerando a possibilidade e a probabilidade.  O nível de risco não tem sido analisado.  Ele pode ser medido, e dadas as probabilidades, este nível é muito baixo“.
Por todo seu relatório, Kean mostra as vastas diferenças nas formas com que o fenômeno dos OVNIs é encarado no Chile, quando comparadas com os Estados Unidos.  Ela escreveu sobre sua visita ao centro de radar em Santiago, onde Blanco coleciona os relatos de OVNIs.  Eles têm cuidadosamente protocolado e mantido a integridade dos casos, e Kean diz achar “difícil de se acostumar com o fato dos OVNIs serem completamente aceitos como parte da vida no Chile“.
Chief of Radar Operations Mauricio Blanco at work. (Credit: Leslie Kean)
Chefe de Operações de Radar, Mauricio Blanco. (Credito: Leslie Kean)
O Diretor de Assuntos Internacionais da CEFAA, Jose Lay, disse à ela que, “Para os chilenos, isto é completamente normal e não consideramos isto notícia de forma alguma“.
Durante a reunião, as autoridades fizeram comentários sobre os OVNIs como se fossem triviais.  O especialista em investigações de acidentes da DGAC disse, “Até agora, na prática, somente temos vistos os efeitos, e também aqueles que temos capturados em fotos, vídeos, relatos oficiais, testemunhos, etc.  Assim, somos capazes de dizer que o fenômeno existe.  Mas sua origem, não definimos.  E sem esta definição, não podemos estabelecer a estratégia de neutralização.  …Tenho conversado com pilotos que tiveram avistamentos.  Até agora, nenhum expressou uma preocupação indevida; somente curiosidade“.
No final, os especialistas concorda que um estudo mais multidisciplinar sobre a natureza dos OVNIs se faz necessário.  O psicólogo da força aérea também sugeriu que mais informações sejam transmitidas aos pilotos sobre os OVNIs.  Um químico nuclear na reunião também explicou o porquê que isto seria importante.
Leslie Kean being interviewed by Chilean media during a visit in 2012. General Bermúdez stands to her right. (Credit: DGAC)
Leslie Kean sendo entrevistada pela imprensa chilena. General Bermúdez à sua direita. (Credito: DGAC)
O químico disse, “Se nossos pilotos civis e militares estiverem bem informados sobre os FANs, o risco devido às distrações cairiam a um mínimo, porque o fator surpresa não estaria lá“.
Kean diz que as conclusões sobre a segurança aérea estavam claras.
Baseado na avaliação da reunião, o comitê concluiu que os FANs não apresentam uma ameaça ou um perigo às operações aéreas civis ou militares“, disse Bemúdez.  “Embora haja um pequeno número de incidentes atribuídos aos FANs ao redor do mundo, nenhum passou por um exame objetivo que apresentasse prova irrefutável de que os FANs fossem a causa“.
Abaixo, um vídeo mostrando a cobertura jornalística da reunião:

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